Comunicado - Humana recolhe 2.410 toneladas de roupa usada para dar-lhes um fim social


(08-11-2018)

A Humana Portugal, organização que desde 1998, trabalha a favor da proteção do meio ambiente através da reutilização têxtil e realiza tanto programas de cooperação para o desenvolvimento em Moçambique e na Guiné-Bissau como de apoio local em Portugal, recolheu 2.410 toneladas de têxtil usado entre Janeiro e Outubro deste ano. Este registo equivale a aproximadamente 4,98 milhões de peças de roupa às quais a Humana deu uma segunda vida e que são reintroduzidas no mercado através da reutilização ou reciclagem. De destacar que, só no mês de Outubro conseguimos angariar cerca de 287 toneladas de roupa usada. A chegada do mau tempo e a mudança do guarda-roupa provocam um incremento nas doações por parte dos cidadãos.

Estas peças de roupa provêm dos mais de 1000 contentores que temos espalhados pelo país, onde qualquer cidadão pode depositar a roupa, o calçado, os complementos e os têxteis para a casa que já não utilizamos e aos quais a Humana dá uma segunda vida. O serviço de recolha dos têxteis é gratuito e representa uma redução significativa nos gastos de recolha e eliminação de resíduos sólidos urbanos.

A reutilização e a reciclagem de têxtil contribuem para a poupança de recursos, a proteção do meio ambiente e para a luta contra a mudança climática. As 2.410 toneladas de roupa recolhidas no ano passado representam uma redução de cerca de 7.639 toneladas de CO2 na atmosfera, coisa que o planeta agradece e nós também. Por cada quilo de roupa que se aproveita e não é incinerado evitamos a emissão de 3,169 kg de CO2, segundo dados da Comissão Europeia.

Gerar progresso

Filipa Reis, promotora nacional da Humana Portugal, agradece a solidariedade da cidadania: “À medida que aumenta a recolha seletiva do resíduo têxtil crescem também as possibilidades de reutilizar essas peças ou de pelo menos recuperar as suas matérias-primas. O resíduo têxtil converte-se num recurso com uma segunda vida e assim contribuímos para a sustentabilidade ambiental. As peças das quais nos desfazemos convertem-se facilmente num motor de progresso em Portugal e gerador de fundos para a cooperação ao desenvolvimento em países como Guiné-Bissau e Moçambique.

Ainda assim, refere Filipa que “ainda há um grande caminho a percorrer”. Apenas se recupera um 4,3% de todas as peças das quais os cidadãos portugueses se desfazem anualmente (195.000 toneladas en 2017), o que significa que administrações, organizações e cidadania devemos redobrar os esforços para conseguir uma maior consciencialização sobre a importância de colocar as roupas usadas no contentor adequado para que possam ter uma segunda vida”, indica.

Uma coisa é certa, o potencial de aproveitamento dos resíduos têxteis é enorme: mais de 90% das peças de roupa usadas são passíveis de ter uma segunda vida através da reutilização ou reciclagem. Passar de um modelo de economia linear a circular é imprescindível para a sustentabilidade da indústria da moda e, claro está, do planeta.

9 em cada 10 peças de roupa têm uma segunda vida

Cerca de 61% é preparada para reutilização: onde 15% se destina às lojas secondhand Humana em Portugal e 46% exporta-se, principalmente a África, para ser vendida a preços de mercado e assim gerar recursos para a cooperação ao desenvolvimento.
29% encontra-se num estado que não permite a sua reutilização, portanto é vendida a empresas de reciclagem têxtil para que elaborem outros produtos como mantas, isoladores ou trapos para a indústria automóvel.
1% são resíduos impróprios (como plástico, cartão, outros) dos quais se encarregam gestores autorizados correspondentes.
Cerca de 9% trata-se de produtos que não se podem reutilizar, nem reciclar nem valorizar energeticamente, portanto são enviadas a um centro de tratamento de resíduos para que sejam eliminados.


Palavras-Chave:

Notícias Relacionadas:

Fonte: Humana Portugal


Siga-nos no facebook.